segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Black Friday Histórica - O Fim de Um Ciclo?

"Sua morte marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas." FHC


Milhares de cubanos e descendentes de cubanos realizaram festas antológicas do lado de lá do mar, em Miami. A notícia da morte do tirano Fidel Castro foi o presente perfeito a ganhar em mais essa feliz Black Friday! Carros buzinando sem parar, gritaria, cantigas, cornetas e gritos de "Raul, é tua vez" tomaram conta das ruas do sul dos Estados Unidos. Esse momento de alegria serve para destacar ainda mais um contraste gigantesco entre os livres refugiados, muitos já abraçados pela nova pátria, onde encontraram a liberdade para viver sem medo, e os que ainda não puderam abandonar a ilha e, por isso, precisam aguentar a convivência com um Estado que é seu inimigo, que persegue e pune opiniões.

Fidel é o cidadão que assumiu um dos países mais promissores, com uma das rendas per capita mais destacadas do mundo e conseguiu transformá-lo em literais ruínas.
Cuba parou nos anos 50.
O governo se gaba de comandar um país onde a saúde e a educação são das melhores do mundo, porém nunca ouvi de alguém são mentalmente cogitar tratamento seu câncer em hospitais cubanos. Aliás há infinitamente mais gente tentando fugir a querendo entrar na ilha dos sonhos (vide as jangadas lançadas ao mar com seres humanos que preferem tubarões aos Castro e sua turma).

Enfim, o grande exemplo às nações, que influenciou inúmeros governantes ao redor do mundo, não existe mais. A revolução que inspirou tantas outras por aqui e ao redor do mundo há muito já demonstrou-se um erro. Porém, seja na Europa, África ou Américas, líderes diversos demonstram sua admiração pela "figura histórica" de Castro, tudo com um gostinho de "deixará saudades". Lula diz que Fidel "está com Deus"... Eu prefiro acreditar que as companhias do Senhor são melhor qualificadas. Que as surpresas que esse ano nos trouxe sejam sim o início de um novo ciclo, em que as pessoas sejam livres de tiranos da estirpe do senhor Fidel Castro.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Semana de Pesquisa Acadêmica...

Ontem, aqui em Porto Alegre, em palestra da semana de pesquisa acadêmica do curso de Letras, o assunto em voga era a mídia norte-americana e seu viés político-ideológico. As palestrantes, mestrandas ou doutorandas (dou-me o direito de não especificar, já que o grau de instrução das mesmas realmente me fugiu), anunciaram a demonstração de exemplos da mídia escrita e televisionada, com foco nos canais de notícias CNN, FOX News e MSNBC. Como gostaria de apresentar surpresas ao assistir uma hora de análise de uma fala de Bill O'Reilly sob olhos esquerdistas, dignos de Vanessa Grazziotins e Marias do Rosário!
No programa em questão, o âncora falava a respeito do posicionamento da mídia norte-americana e o apontava à esquerda. Bill também dizia ali que esse era mais um dos motivos que ajudavam a diminuição da credibilidade da mídia, dessa vez não só a de esquerda e sim a mídia como um todo. Show de horror verdadeiro é assistir a interpretação de texto apresentada pelos colegas, pelas palestrantes e pelos professores que ali estavam.

Eles conseguiram retirar dessa fala algumas conclusões:
* A mídia conservadora tenta posicionar-se com distanciamento com o único intuito de ganhar a confiança do povo;
* A mídia conservadora apoiava Trump desde o início da "corrida pela Casa Branca" e são funcionários republicanos;
* A mídia conservadora prega para convertidos e só. Esses seriam os velhos, malucos armamentistas, caipiras sem instrução;
* A mídia conservadora se diz dona da verdade e guardiã da realidade;
* Conservadores devem morrer (começando pelo seu símbolo do momento, Donald Trump).

Não passou pela cabeça desse povo a possibilidade de não terem compreendido coisa alguma com o que se repete lá e aos poucos se replica ao redor do mundo. Afinal, a mídia à esquerda descrita por Bill O'Reilly é a que, a despeito de qualquer outra coisa, chegou a estimar as chances de vitória de Hillary em 99% enquanto a realidade era totalmente diferente.
A resistência ao discurso conservador os impede de perceber que Trump não é simplesmente alguém que sabe o que os americanos querem ouvir, ele sabe o que o povo americano precisa para viver melhor. Trump, desde o primeiro dia de campanha, demonstrou saber exatamente o que se passa no coração dos americanos comuns, a maior parte da população, e listou os problemas que os afligem. O futuro presidente norte-americano refletiu a dor dos americanos ao assistir indefesos ao fim de seus empregos, da dignidade de suas forças de defesa, da força de sua moeda e dos ideais que sempre foram vitais para eles.

Enfim, só pra constar, após as duas horas de dissecação dessas cinco frases de um programa da Fox News, assistimos a dez minutos de MSNBC, seguidos por: "Moderno", "Para jovens", "Bonito". O triste é que eles não perceberam que o fator essencial, o conteúdo noticiado, não mereceu elogio algum... Mas deixa assim! Uma hora dessas, eles perceberão!