quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Semana de Pesquisa Acadêmica...

Ontem, aqui em Porto Alegre, em palestra da semana de pesquisa acadêmica do curso de Letras, o assunto em voga era a mídia norte-americana e seu viés político-ideológico. As palestrantes, mestrandas ou doutorandas (dou-me o direito de não especificar, já que o grau de instrução das mesmas realmente me fugiu), anunciaram a demonstração de exemplos da mídia escrita e televisionada, com foco nos canais de notícias CNN, FOX News e MSNBC. Como gostaria de apresentar surpresas ao assistir uma hora de análise de uma fala de Bill O'Reilly sob olhos esquerdistas, dignos de Vanessa Grazziotins e Marias do Rosário!
No programa em questão, o âncora falava a respeito do posicionamento da mídia norte-americana e o apontava à esquerda. Bill também dizia ali que esse era mais um dos motivos que ajudavam a diminuição da credibilidade da mídia, dessa vez não só a de esquerda e sim a mídia como um todo. Show de horror verdadeiro é assistir a interpretação de texto apresentada pelos colegas, pelas palestrantes e pelos professores que ali estavam.

Eles conseguiram retirar dessa fala algumas conclusões:
* A mídia conservadora tenta posicionar-se com distanciamento com o único intuito de ganhar a confiança do povo;
* A mídia conservadora apoiava Trump desde o início da "corrida pela Casa Branca" e são funcionários republicanos;
* A mídia conservadora prega para convertidos e só. Esses seriam os velhos, malucos armamentistas, caipiras sem instrução;
* A mídia conservadora se diz dona da verdade e guardiã da realidade;
* Conservadores devem morrer (começando pelo seu símbolo do momento, Donald Trump).

Não passou pela cabeça desse povo a possibilidade de não terem compreendido coisa alguma com o que se repete lá e aos poucos se replica ao redor do mundo. Afinal, a mídia à esquerda descrita por Bill O'Reilly é a que, a despeito de qualquer outra coisa, chegou a estimar as chances de vitória de Hillary em 99% enquanto a realidade era totalmente diferente.
A resistência ao discurso conservador os impede de perceber que Trump não é simplesmente alguém que sabe o que os americanos querem ouvir, ele sabe o que o povo americano precisa para viver melhor. Trump, desde o primeiro dia de campanha, demonstrou saber exatamente o que se passa no coração dos americanos comuns, a maior parte da população, e listou os problemas que os afligem. O futuro presidente norte-americano refletiu a dor dos americanos ao assistir indefesos ao fim de seus empregos, da dignidade de suas forças de defesa, da força de sua moeda e dos ideais que sempre foram vitais para eles.

Enfim, só pra constar, após as duas horas de dissecação dessas cinco frases de um programa da Fox News, assistimos a dez minutos de MSNBC, seguidos por: "Moderno", "Para jovens", "Bonito". O triste é que eles não perceberam que o fator essencial, o conteúdo noticiado, não mereceu elogio algum... Mas deixa assim! Uma hora dessas, eles perceberão!

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