sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

À Deriva - Envolvimento em Tudo que É Errado

Quando uma cultura está gravemente doente, os sintomas são sentidos por todos nela imersos.
Hoje, uma menina de quinze anos de idade tem carta branca para entrar em nossas casas e influenciar crianças ainda menores a "sentar, rebolar e quicar devagar". Pergunto: em que momento nossa cultura morreu? E que tiro foi esse que devastou a noção mínima, não só de estética, mas de bom senso em geral, de forma que não tivemos, enquanto massa popular, nem ao menos a percepção da mudança?
Triste ver que hoje os valores básicos que deveriam nos reger não só como comunidade, mas também como indivíduos, são totalmente relativizados, enquanto os valores secundários, que atendem nossos sentidos e desejos imediatos, são eleitos como nova lei eterna. Resultado disso é um mundo bestializado em que o "ouça seu coração" vale mais do que o "responsabilize-se pelos seus".

Bestas defensoras da lei da selva. É isso que a cada dia mais somos incentivados a ser. E as escolhas sexuais são erguidas como sacrossantas, e o direito a reivindicar os bens alheios coercitivamente é defendido, logo dito compreensível e defensável, e o peso da experiência milenar tenta ser derrubada por mentes doentes que correm atrás do vento e do simples agora, esperando uma redenção nascida do caos... Somos um grande barco sem vela com vários remos fazendo força para o lado que bem lhes interessa.

Estamos à deriva. Estamos doentes, Gravemente doentes.



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